Agora · Aptos
Aptos ativa mempool criptografado na mainnet contra front-running
Recurso opcional na mainnet cifra função e argumentos até a finalização do bloco para conter front-running; endereço e taxa seguem visíveis.
A Aptos ativou na mainnet o mempool criptografado, recurso opcional que mantém a carga das transações pendentes cifrada até a finalização do bloco, com o objetivo de dificultar front-running e outras formas de valor extraível. O anúncio foi feito em 12 de outubro. A adesão é por transação: função chamada e argumentos seguem cifrados até a execução, enquanto endereço do remetente e taxas continuam visíveis.
O dispositivo do usuário cifra a carga com uma chave que os validadores geram em conjunto para cada época. O líder do bloco ordena a transação sem ver a função nem os parâmetros, e após o consenso os validadores a decifram coletivamente para executar. Nenhum validador isolado consegue decifrar uma transação pendente, e o desenho segue a proposta AIP-144, sem exigir mudanças nos contratos inteligentes Move existentes. O SDK TypeScript dá suporte a partir da versão 7.0.0.
O recurso oferece confidencialidade pré-execução, não anonimato permanente: os dados ficam disponíveis on-chain após a finalização. Em testes com 50 nós, o sistema de criptografia por limiar em lote adicionou cerca de 20 milissegundos de latência por bloco, com finalização em menos de um segundo. A implementação passou por revisão independente da ZKSecurity, cujos detalhes não foram divulgados no anúncio.
A carteira Petra é a primeira a integrar o fluxo de assinatura com a opção de cifrar, e a exchange de futuros perpétuos Decibel, construída na Aptos, planeja adotar o recurso para manter ordens privadas até a execução. O alcance vai depender da adesão de carteiras e aplicativos e da frequência com que os usuários ativarem a criptografia.