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Dificuldade de mineração do bitcoin sobe 5,92% e derruba o hashprice a US$ 36,23

O ajuste de 16 de outubro levou a dificuldade a 140,58 trilhões, maior desde 5 de março, e o hashprice caiu 9,5% em duas semanas, para US$ 36,23 por petahash por dia.

A dificuldade de mineração do bitcoin subiu 5,92% no ajuste concluído no bloco 971.712, em 16 de outubro, e passou a exigir mais trabalho computacional por bloco. O indicador atingiu 140,58 trilhões, o maior desde 5 de março. Foi o segundo maior salto de 2026: só o de 27 de junho, de 7,15%, foi maior. O ajuste imediatamente anterior, em 3 de outubro, tinha sido de menos 0,03%, praticamente zero.

O preço andou na direção contrária. O bitcoin passou de US$ 84,506 na data do ajuste de 3 de outubro para US$ 81,017 no domingo à noite, queda de 0,24% em 24 horas, com a faixa diária entre US$ 80,823 e US$ 82,178, segundo o CoinGecko consultado em 18 de outubro. A máxima da semana foi US$ 83,115.

A conta que interessa ao operador de minação é o hashprice, o que um petahash por segundo de computação rende por dia. O valor caiu de US$ 40,03 em 3 de outubro para US$ 36,23 em 18 de outubro, recuo de 9,5% em pouco mais de duas semanas. O cálculo é da própria fonte, feito a partir das difficuldades do mempool.space e dos preços do CoinGecko, sem taxas de transação nem custos operacionais. A queda se divide quase pela metade entre o preço, que responde por 4,1 pontos, e o aumento da dificuldade.

O protocolo paga 3,125 bitcoin por bloco, o que dá 450 bitcoin por dia na velocidade-alvo de 144 blocos. Isso valia US$ 38,03 milhões por dia ao preço de 3 de outubro e vale US$ 36,46 milhões ao preço de domingo. A Reuters não se aplica aqui: contra uma capitalização de mercado de US$ 1,63 trilhão, é uma quantia pequena para mover o preço.

A reação dos mineradores já aparece nos dados da rede. A média de 30 dias da taxa de hash está em 1.019 exahash por segundo, mas as leituras diárias da última semana caíram de 1.084 para 943 exahash por segundo, recuo de 13,0%. Parte disso é ruído, porque a leitura diária de hashrate é estimada a partir dos blocos encontrados e oscila alguns pontos percentuais mesmo com produção constante. O tempo médio de bloco do período atual é de 9 minutos e 59 segundos, acima da meta.

O próximo ajuste está previsto para o bloco 973.728, por volta de 30 de outubro, e a estimativa é de menos 0,45%. É estimativa, não promessa: a rede recalcula o número a cada bloco, e ele muda assim que operações desligam ou religam máquinas em escala. A mesma data do calendário coincide com o vencimento de opções na Deribit, o que coloca ajuste de oferta e posição de traders no mesmo dia.

Do lado das taxas, o quadro é o oposto. Um satoshi por byte virtual bastava para entrar no próximo bloco na medição da manhã de 18 de outubro, o que permitia um saque por cerca de 12 centavos. É a mesma causa: quando a demanda por espaço de bloco cai, as taxas ficam baratas e falta ao minerador exatamente a receita que amortizaria a queda do hashprice.

Fonte: cryptoticker.io

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