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Cardano abre testnet pública Dijkstra e prepara upgrade para protocolo versão 12
Intersect abriu a DijkstraNet a operadores de stake pools em 21 de outubro; node 11.2 levará a rede de teste à versão 12 do protocolo sem Leios, enquanto mainnet segue sem data.
Atualizada em 22/10/2026, 15:16
A Intersect, organização que coordena o desenvolvimento do Cardano, abriu a testnet pública DijkstraNet a operadores de stake pools após um reinício em 21 de outubro, segundo o Upgrade Bulletin #39 publicado em 22 de outubro. A rede roda atualmente o node 11.1.3 na versão 11 do protocolo, dentro da era Conway.
A organização descreveu dois caminhos paralelos de testes. A DijkstraNet usará o node 11.2 para testar as funcionalidades do hard fork Dijkstra, sem incluir o Leios. Separadamente, a MusashiNet oferece às equipes de ferramentas downstream acesso antecipado a um protótipo que já inclui o conjunto de funcionalidades com Leios.
O boletim não informou data de ativação na mainnet nem porcentagem mínima de operadores que precisam atualizar o software. Quando o pré-lançamento do node 11.2 estiver disponível, uma ação de iniciação de hard fork será submetida para mover a rede à versão 12 do protocolo, conhecida como Dijkstra.
Para operadores que ingressarem agora, a Intersect direciona a arquivos de configuração e uma faucet de testnet via Cardano book, além de listar épocas de um dia e o explorador Kleioscan como recursos de teste.
O node 11.2 permanecia em desenvolvimento na data do boletim, com versão etiquetada esperada durante a semana. Seu escopo foi descrito como incluindo "o conjunto completo de funcionalidades do hard fork Dijkstra, exceto Leios". O lançamento deve liberar o LSM (Ledger State Machine) para uso na mainnet, com requisito de memória estimado em aproximadamente 12 GB ao usar LSM.
Os testes de Leios prosseguem separadamente na MusashiNet. A Intersect descreveu o pré-lançamento RC semanal 2026w42 como um protótipo baseado em Leios com o conjunto completo de funcionalidades do hard fork Dijkstra. Equipes de ferramentas downstream podem usá-lo na MusashiNet para explorar integrações antes do lançamento formal do node 11.3, que ainda estava a pelo menos duas semanas de distância.
O plano de lançamento da Input Output, divulgado em 20 de outubro, estabeleceu metas iniciais de capacidade do Leios entre três e cinco vezes a capacidade transacional atual do Cardano, com metas posteriores de 10 a 15 vezes. A Input Output afirmou que os pools devem registrar chaves de votação BLS após o fork, com cerca de 90% a 95% do stake registrado antes que o Leios possa começar a operar.
A gestão de chaves BLS permanece em discussão. A Intersect disse que desenvolvedores consideram duas formas de lidar com registro e rotação de chaves BLS sem exigir participação dos proprietários dos pools. A abordagem mais provável para o Dijkstra seria permitir atualização de chaves BLS nos parâmetros do pool sem assinaturas dos proprietários, enquanto uma solução mais abrangente poderia ficar para a era Euler.
A Intersect confirmou que o CIP-23 está totalmente incluído no Dijkstra, atendendo a pedido antigo de vários operadores. O Comitê Técnico de Direção revisou uma avaliação de impacto atualizada do Leios, que deve ser incorporada ao Cardano Upgrades GitBook.
O Grupo de Trabalho de Hard Fork concluiu uma análise inicial do registro de riscos do Dijkstra. Cada risco receberá um responsável com acesso de edição, e o ganhará coluna para avaliações formais de risco. Após discussões entre o Comitê de Parâmetros e desenvolvedores, um rascunho constitucional atualizado era esperado durante a semana.
A Intersect agendou reunião de atualização constitucional e guardrails para 23 de outubro às 14:00 UTC, aberta a membros do Comitê Constitucional, operadores de stake pools e representantes delegados. A sessão será gravada e compartilhada depois.
Um Node Diversity Workshop separado, organizado pela equipe Amaru, está marcado para 12 a 13 de novembro no London Marriott Hotel Canary Wharf, com agenda que inclui revisão de funcionalidades de hard forks futuros através de custos de implementação e necessidades da comunidade.