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Modelo da Anthropic resolve em 30 minutos mistério de 25 anos sobre números da NSA

Claude ligou cinco sementes de curvas NIST fornecidas pela NSA ao gerador lrand48 e encerrou a busca começada em 1997; o bitcoin nunca esteve nessa lista, por usar a curva secp256k1.

Um modelo de pesquisa interno da Anthropic resolveu em menos de 30 minutos um mistério com 25 anos na criptografia. As cinco sementes usadas em curvas elípticas do NIST e fornecidas pela NSA nos anos 1990, origem nunca explicada pela agência, foram rastreadas até lrand48, um gerador de números aleatórios comum de bibliotecas C antigas.

Em 2000, o Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia dos EUA, o NIST, adotou um conjunto de curvas entregues pela NSA sem explicar de onde saíram os números usados para gerar algumas delas. A suspeita ganhou força com as revelações de Snowden, e o NIST chegou a remover de suas recomendações o gerador Dual EC. Os criptógrafos Neal Koblitz e Alfred Menezes publicaram em 2015 o artigo A Riddle Wrapped in an Enigma. Menezes, que ajudou a escrever o padrão original, recebeu as sementes em 1997 do matemático da NSA Jerry Solinas, que não explicou a escolha. Em 2023, depois da morte de Solinas, pesquisadores ofereceram recompensa de US$ 12.288, com promessa de elevá-la para mais de US$ 36 mil caso o valor fosse doado. A busca não teve resultado.

Em outubro, um funcionário da Anthropic pediu a um modelo de pesquisa interno que investigasse as sementes sem contar a hipótese antiga de uma frase esquecida. O modelo identificou o lrand48, reproduziu a sequência por trás da curva P-256 e encontrou uma correspondência exata com a semente publicada no candidato de número 1.842. A Anthropic afirma que isso torna muito menos provável uma fraqueza escondida e que quem usa as curvas NIST não precisa mudar nada. A equipe ainda não explica por que o programa passou por cima de candidatos utilizáveis nem como outras partes das curvas foram escolhidas.

O bitcoin nunca esteve nessa lista. Suas carteiras rodam sobre a curva secp256k1, definida por dois números fixos e pequenos, enquanto a P-256 carrega um número de 77 dígitos que saiu da semente sem explicação da NSA. Com poucos ajustes possíveis, sobra pouco espaço para esconder uma falha, e esse é um argumento antigo a favor da curva. Um computador quântico capaz atacaria por outro caminho, partindo da chave pública visível na blockchain para chegar à privada. Nenhuma máquina com esse poder foi construída até agora, e não há prazo conhecido.

A recompensa final de US$ 36.864 vai para o Internet Security Research Group, entidade sem fins lucrativos responsável pelo Let's Encrypt.

Fonte: coindesk.com

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