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Depósitos em cofres de criptomoedas superam US$ 10 bilhões, diz Financial Times

Estratégias de empréstimo geridas por curadores atraíram capital institucional e fizeram os depósitos saltarem de US$ 4 bilhões no início de 2025 para mais de US$ 10 bilhões.

Os depósitos em cofres de empréstimo de criptomoedas ultrapassaram US$ 10 bilhões, crescimento de 150% desde o início de 2025, quando somavam US$ 4 bilhões, segundo reportagem do Financial Times.

Esses cofres operam via contratos inteligentes em protocolos de finanças descentralizadas (DeFi). Cada cofre tem um curador — entidade ou indivíduo que seleciona estratégias de empréstimo, define limites de risco e cobra taxas de gestão, papel análogo ao de gestores de fundos tradicionais. Os rendimentos variam tipicamente entre 3% e 10% ao ano, podendo superar 20% em estratégias de maior risco.

O colateral dos empréstimos pode incluir tokens ilíquidos, stablecoins lastreadas em criptoativos ou crédito privado tokenizado, o que expõe depositantes a perdas se o colateral se desvalorizar ou se tornar difícil de liquidar. Liquidações automáticas em cascata podem amplificar quedas de mercado, e falhas de código, ataques hackers ou erros de precificação adicionam vulnerabilidades.

Entre os principais depositantes estão fintechs, tesourarias de ativos digitais e fundos de hedge. A Two Prime, credora com garantia em bitcoin, lançou em setembro um cofre na Pareto focado em empréstimos institucionais com rendimento alvo de 1,5% a 2% ao ano, exigindo depósito mínimo de 5 WBTC e capital próprio de US$ 10 milhões para absorver perdas iniciais.

Reguladores dos EUA e da Europa avaliam a aplicação de regras existentes. A SEC questionou cofres que detêm títulos, enquanto reguladores europeus propuseram supervisão de intermediários que oferecem acesso ao DeFi.

Fonte: coindesk.com

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