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Coins.ph, maior exchange das Filipinas, é alvo de ação do banco central, dizem fontes

Reguladores do Bangko Sentral ng Pilipinas preparam punição contra a exchange, segundo duas pessoas com conhecimento do caso; a infração seria servir cassinos offshore.

A Coins.ph, maior exchange de criptomoedas das Filipinas, enfrenta ação punitiva de reguladores financeiros do Banco Central das Filipinas, o Bangko Sentral ng Pilipinas (BSP), segundo duas pessoas com conhecimento da situação. Nem a empresa nem o banco central responderam aos pedidos de comentário até a publicação, e a medida não foi confirmada oficialmente.

As infrações, relacionadas a atender empresas de jogos de azar offshore, são graves o suficiente para que a empresa, fundada há 12 anos, perca a licença para operar, o que causaria "um terremoto" no ecossistema cripto das Filipinas, afirmou uma das fontes.

A exchange tem mais de 18 milhões de clientes, volume de negociação à vista de cerca de US$ 50 milhões em 24 horas e controla de 75% a 80% da liquidez de peso filipino para stablecoins, em um dos maiores países recebedores de remessas do mundo.

No início deste mês, o BSP restringiu depósitos feitos por meio da principal empresa de carteiras da Coins.ph, a DCPay Philippines, segundo pessoas familiarizadas com o processo. A restrição não tem prazo para terminar e nenhum motivo foi dado, diferente das suspensões temporárias aplicadas a participantes de mercado por descumprimento de requisitos técnicos.

A restrição segue a saída de vários executivos de compliance da exchange neste ano, incluindo a chief compliance officer Lexi Herrera, o chefe de monitoramento de transações de combate à lavagem de dinheiro Chris Beaño e a responsável por relatórios de lavagem de dinheiro Irish Calagui.

Há pouco mais de um ano, o banco central já havia limitado o uso de aplicativos de carteira eletrônica para fins de jogos de azar, exigindo que as instituições supervisionadas cortassem o acesso a sites de apostas dentro dos aplicativos. Com isso, várias empresas de jogos migraram para a Coins.ph, segundo as fontes.

Fonte: coindesk.com

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