Explicado · Ethereum
PeerDAS permite que nós do Ethereum verifiquem dados de rollups por amostragem
O mecanismo da atualização Fusaka divide blobs em colunas e distribui partes entre nós, que verificam amostras aleatórias para confirmar a disponibilidade dos dados sem baixar cada blob inteiro.
O PeerDAS, mecanismo incorporado ao Ethereum na atualização Fusaka, muda a forma como os nós verificam os dados que rollups publicam na rede. Em vez de cada nó baixar todos os blobs completos, o protocolo divide os dados em colunas e distribui subconjuntos entre os participantes.
Cada nó acompanha sub-redes de colunas determinadas a partir de sua identidade e consulta amostras aleatórias fornecidas por pares. As amostras são verificadas contra compromissos criptográficos KZG incluídos no bloco. Como os blobs recebem redundância por codificação de apagamento, a rede pode reconstruir os dados se estiver disponível uma parcela suficiente das colunas.
O objetivo é reduzir a largura de banda exigida de cada nó e, ao mesmo tempo, permitir que a rede detecte quando os dados necessários para verificar transações de uma camada 2 não foram disponibilizados. Os validadores só aceitam e votam em blocos depois de verificar a disponibilidade dos dados.
A documentação do Ethereum estima que a distribuição por colunas permita uma capacidade teórica de blobs até oito vezes maior que o modelo em que todos baixam tudo. Essa capacidade não significa que o limite tenha aumentado de uma só vez: a rede eleva os parâmetros gradualmente por atualizações BPO, para acompanhar o efeito sobre a infraestrutura dos nós. O dado armazenado em blobs é temporário; disponibilidade para verificar um bloco não significa que ele ficará arquivado permanentemente.