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CPI de setembro sobe 3,7% ao ano e bitcoin cai US$ 1.000
Índice de preços dos EUA acelerou para 3,7% em 12 meses, acima dos 3,6% esperados; bitcoin recuou para US$ 82,8 mil e o mercado voltou a precificar alta de juros do Fed.
O índice de preços ao consumidor (CPI) de setembro, divulgado nesta quarta-feira pelo Bureau of Labor Statistics, subiu 0,6% sobre agosto e 3,7% em 12 meses. A alta anual ficou acima dos 3,6% previstos por economistas e representa aceleração em relação aos 3,4% registrados em agosto. Na comparação mensal, o resultado veio em linha com a expectativa de 0,6% e superou os 0,4% de agosto.
O núcleo do índice, que exclui alimentos e energia, também frustrou as projeções: avançou 0,3% no mês, repetindo agosto, mas acima do consenso de 0,2%. Em 12 meses, o núcleo subiu 2,6%, contra 2,4% do mês anterior e 2,5% esperados.
O bitcoin caiu US$ 1.000 com o dado e passou a ser negociado a US$ 82,8 mil. No mercado de renda fixa, o yield do Treasury de 10 anos subiu 9,3 pontos-base, a 5,308%, e o de 2 anos avançou 13,1 pontos-base, a 4,924%. Futuros do Nasdaq 100 recuavam 0,65% e os do S&P 500, 0,3%; o ouro caía 1,5%, a US$ 4.116 a onça.
Antes do dado, autoridades do Fed haviam sinalizado mais um aumento de 25 pontos-base na taxa até o fim do ano, e o mercado esperava uma pausa na reunião deste mês, com alta na última reunião do ano, no início de dezembro. A inflação acima do previsto coloca a alta de outubro de volta na mesa.