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Crown protocola pedido de licença ao Banco Central para atuar como corretora de criptoativos

Emissora da BRLV pediu autorização como SPSAV na modalidade corretora duas semanas antes do prazo de 30 de outubro para a primeira fase do processo regulatório.

A Crown, emissora da stablecoin BRLV atrelada ao real, informou na sexta-feira (16) que protocolou ao Banco Central o pedido de autorização para atuar como Sociedade Prestadora de Serviços de Ativos Virtuais (SPSAV) na modalidade corretora, que reúne intermediação e custódia de criptoativos.

A empresa também pediu autorização para operar câmbio com ativos virtuais, oferecer contas de pagamento pré-pagas e participar do Pix. O pedido foi feito com base na Resolução BCB nº 519, que estabelece os procedimentos de autorização para empresas de criptoativos.

O protocolo acontece duas semanas antes do prazo de 30 de outubro de 2026, data limite para a entrega da documentação da primeira fase das empresas que já operavam quando as Resoluções BCB nº 519, 520 e 521 passaram a valer, em fevereiro de 2026. A Crown está no regime de transição, conhecido como grandfathering, e afirmou que apresentou documentos sobre estrutura societária, capacidade econômico-financeira, controles operacionais e reputação dos controladores, além de suas primeiras demonstrações financeiras auditadas, concluídas em 7 de outubro.

O protocolo entra na etapa de análise do Banco Central e não significa que a autorização já tenha sido concedida. O Banco Central prevê três modalidades de SPSAV, intermediárias, custodiantes e corretoras, e a autorização definitiva depende do cumprimento de exigências de capital mínimo, governança, prevenção à lavagem de dinheiro e proteção dos recursos dos clientes.

O prazo está reorganizando o setor. A Coinext anunciou o encerramento das operações como corretora e definiu 15 de outubro como último dia de negociações por não conseguir atender ao capital mínimo, a Digitra.com optou por não solicitar autorização, e NovaDAX e Bity também encerraram ou estão descontinuando atividades no Brasil.

Fonte: portaldobitcoin.uol.com.br

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