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CVM apresenta avanços do Grupo de Tokenização e promete sistema de supervisão com IA até o fim do ano
Presidente Otto Lobo detalhou em encontro na FGV Direito, em São Paulo, o Projeto Piloto DLT e confirmou a entrega de ferramenta de fiscalização com inteligência artificial até o encerramento de 2026.
A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) reuniu lideranças do setor financeiro para apresentar os avanços do Grupo de Trabalho de Tokenização (GTT). O debate ocorreu na sede da FGV Direito em São Paulo, na quinta-feira (8), com representantes de diversas entidades discutindo a aplicação de novas tecnologias no mercado de capitais brasileiro.
Técnicos da autarquia revelaram as diretrizes operacionais do Projeto Piloto DLT, que prevê testes práticos de emissão, oferta, distribuição e custódia de valores mobiliários em registros descentralizados. O cronograma inclui a escrituração, o depósito centralizado e a liquidação das operações por meio dessas redes, e os dados obtidos nas simulações vão orientar a futura norma sobre valores mobiliários digitais no Brasil. O grupo especial é coordenado por Bruno Gomes ao lado do superintendente José Alexandre Vasco, com quatro frentes de trabalho que abrangem desafios normativos, infraestrutura segura, governança e uso de inteligência artificial.
O presidente da CVM, Otto Lobo, confirmou a entrega de um sistema de supervisão apoiado por inteligência artificial até o encerramento de 2026, com suporte técnico de entidades como ANCORD, ANBIMA e ABRASCA. O GTT reúne 14 superintendentes e, pela primeira vez na história da autarquia, cada reunião termina com ata publicada no site da CVM. Os painéis foram organizados em parceria com ABcripto, ABToken, Anbima e ANCORD, sob apoio da B3 e da Fundação Getúlio Vargas.