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Dragonfly rejeita bunker mode e propõe modo de recuperação criptográfica

Haseeb Qureshi, da Dragonfly, rejeitou o bunker mode de Drake como doomismo e propôs um modo de recuperação com assinatura reserva em hash para o caso de a IA quebrar assinaturas.

O sócio-gerente da Dragonfly, Haseeb Qureshi, chamou o alerta de bunker mode do pesquisador da Ethereum Justin Drake de doomismo criptográfico e disse que migrar tokens para endereços novos não é uma solução real se a inteligência artificial quebrar as assinaturas criptográficas. Segundo ele, o bunker mode só protege enquanto as moedas não saem do endereço novo, e elas perderiam valor se todas as demais fossem hackeadas e vendidas em massa.

No lugar da migração, Qureshi propôs um modo de recuperação criptográfica, um plano reserva de assinatura baseado em hash que o usuário vincularia ao próprio endereço e que permitiria aos validadores forçar a recuperação caso as assinaturas fossem quebradas. A proposta é um desenho, não uma regra em vigor em nenhuma rede.

O contexto é o aviso feito por Drake na quarta-feira de que avanços rápidos da IA podem quebrar o algoritmo de assinatura ECDSA, que protege carteiras, em meses, não em anos, com base em relatório da OpenAI sobre progresso em matemática. Drake sugeriu migrar fundos para carteiras novas sem chave pública exposta. Vitalik Buterin disse que o setor deve levar o risco a sério, mas não recomendou correr para mover fundos.

Dados da Glassnode citados no debate indicam 6,26 milhões de BTC em endereços vulneráveis, mais de 31% da oferta. Desse total, cerca de 4,33 milhões estão expostos por reutilização de endereço e 1,94 milhão pelo formato do endereço. Quase 1,8 milhão de BTC estão em exchanges, com 57% dos saldos em corretoras expostos.

Fonte: cointelegraph.com

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