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Featherlend abre mercados de empréstimo de BRZ na Morpho, na Polygon
Dois mercados isolados usam a stablecoin de real BRZ como ativo de empréstimo, com colateral em TESOURO (notas do Tesouro tokenizadas) ou sfrxUSD.
Atualizada em 03/10/2026, 16:37
A Featherlend colocou no ar, na Polygon, dois mercados isolados de empréstimo na Morpho em que a stablecoin de real BRZ, emitida pela Transfero, é o único ativo emprestado.
Segundo a Transfero, a Feather atua como curadora dos mercados na Morpho: define limiares de liquidação, monitora solvência e opera a interface. Os contratos da Morpho são imutáveis e cada mercado fica isolado dos demais, com oráculo, colateral e LTV próprios.
No lançamento, dois colaterais são aceitos. O TESOURO, da Etherfuse desde novembro de 2024, representa Notas do Tesouro Nacional de curto prazo, tipicamente com vencimento de até 90 dias, custodidas na B3. A Etherfuse reporta atestações mensais de reserva em 106%, e a RedStone publica o NAV do token a cada bloco. O outro colateral é o sfrxUSD, forma com rendimento do frxUSD da Frax, lastreado em produtos de Tesouro dos EUA tokenizados, como BlackRock BUIDL e Superstate USTB, além de componentes com risco de basis e de protocolo.
A Transfero lembra que a Selic foi fixada em 13,75% pelo Copom em 16 de setembro de 2026. A Feather citou, no lançamento, rendimento de colateral perto de 12,67% contra taxa de empréstimo perto de 8,76% no mercado TESOURO/BRZ. No mercado sfrxUSD/BRZ, a Feather cita rendimento do colateral em torno de 4,10%, com LTV de liquidação de cerca de 86%. Uma campanha Merkl paga 100% do CDI sobre saldos ociosos de BRZ, com plano de reduzir a cerca de 80% do CDI.
A BRZ existe desde 2019, mantém paridade 1:1 com o real via mint e burn controlados e roda em mais de 16 redes, inclusive a Polygon. Mint e resgate diretos passam pela Transfero com KYC/KYB; transferências secundárias on-chain não exigem identidade.