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Fidelity diz que não há volta para instituições na tokenização onchain
Fidelity afirma que a demanda por tokenizados subiu 41 por cento em 30 dias, com 493 mil detentores, e que US$ 1,2 bilhão migraram onchain no período.
O chefe de estratégia de ativos digitais da Fidelity Investments, Matthew Horne, disse nesta quinta-feira em painel na Longitude Singapore que o movimento de instituições para um futuro onchain não tem volta. Segundo ele, o impulso dos últimos 18 meses é consistente e os gestores americanos têm incentivo adicional porque a tokenização amplia o acesso de investidores e ajuda a alcançar novos mercados.
Os dados citados na reportagem mostram 493 mil endereços com ativos reais tokenizados, sem contar stablecoins, após alta de 41 por cento na demanda em 30 dias. No mesmo intervalo, mais de 1,2 bilhão de dólares migraram onchain, levando o total entre stablecoins e ativos tokenizados a mais de 323 bilhões de dólares.
O painel também tratou do que ainda falta para a escala. A executiva do UBS Ka Yan Chan disse que títulos do Tesouro e ações podem levar bilhões para onchain como base de carteiras, mas que o salto para trilhões dependeria de infraestrutura como Fed ou DTCC moverem a camada de custódia para plataformas tokenizadas. O texto lembra que a SEC emitiu carta de não ação em dezembro de 2025 para subsidiária da DTCC oferecer tokenização e aprovou em setembro isenção temporária para negociação limitada de ações americanas tokenizadas, enquanto a Securitize anunciou nesta quinta-feira a negociação de 12 ações americanas tokenizadas.
A projeção de alcance maior segue como estimativa. O chefe de pesquisa de ativos digitais do Standard Chartered, Geoff Kendrick, previu em agosto que os RWAs tokenizados podem chegar a 4 trilhões de dólares até o fim de 2028, número que ainda depende de adoção, infraestrutura e regras.