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Explicado · Bitcoin

O que é filtro de bloco compacto, o mecanismo que ajuda carteiras leves a verificar o Bitcoin

Pelos BIPs 157 e 158, nós completos distribuem filtros Golomb-Rice dos dados de cada bloco; a carteira consulta seus scripts e baixa o bloco quando há correspondência, inclusive falsos positivos.

Filtros de bloco compactos permitem que carteiras leves procurem transações relacionadas às suas chaves sem baixar todos os blocos do Bitcoin. O BIP 158 define como nós completos constroem um filtro por bloco; o BIP 157 especifica como clientes leves recebem esses filtros e os cabeçalhos que permitem verificar sua sequência.

No tipo básico do BIP 158, entram os scripts das saídas criadas e os scripts das saídas anteriores gastas pelas entradas, com exceção da transação coinbase. Os itens são transformados por hash e compactados em um conjunto codificado por Golomb-Rice. A carteira consulta no filtro os scripts que acompanha: se houver correspondência, baixa e examina o bloco para confirmar a transação.

O filtro é probabilístico. Uma transação relevante sempre deve produzir correspondência, mas pode haver falsos positivos: o filtro indica uma possível ocorrência e o bloco baixado não contém atividade da carteira. Isso reduz a quantidade de blocos transferidos, embora não elimine esse tráfego extra.

Como os filtros são determinísticos a partir dos dados do bloco e os clientes verificam os cabeçalhos recebidos, o modelo evita depender de um servidor que recebe a lista de endereços da carteira. Os BIPs descrevem maior privacidade em comparação aos filtros Bloom enviados pelo cliente no BIP 37 e a servidores com índice de endereços; o custo pode ser mais largura de banda no caso normal.

Os BIPs 157 e 158 são especificações implantadas no protocolo. O mecanismo ajuda a sincronizar carteiras básicas e clientes leves, mas não substitui a validação completa de todos os dados feita por um nó completo.

Fonte: github.com

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