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O que é slashing, a punição que remove validadores desonestos no Ethereum

No Proof of Stake do Ethereum, slashing queima parte do stake e expulsa validadores que propõem ou atestam blocos conflitantes; faltas menores rendem penalidades proporcionais e a inactivity leak resgata a finalidade quando mais de um terço fica offline.

O Ethereum é protegido pelo seu próprio ether: operadores de nó depositam ETH no contrato de depósito para virar validadores e, em troca, recebem recompensas por verificar blocos e propor quando sorteados, com toda a apuração feita uma vez por época.

A recompensa tem base no saldo efetivo e no total de validadores ativos, pela fórmula base_reward = effective_balance × (64 / (4 × raiz quadrada da soma dos saldos ativos)). Sobre essa base se compõem cinco componentes com pesos: voto de origem 14, voto de destino 26, voto de cabeça 14, comitê de sincronização 2 e proposição 8, que somam 64. Um validador que não seja propositor nem participe do comitê de sincronização alcança no máximo 6,75/8 do base_reward. Attestações rápidas recebem um bônus de inclusão igual a base_reward multiplicado por 1 dividido pelo atraso em slots. O propositor de um bloco recebe 8/64 do base_reward por atestação válida incluída e, se incluir evidência de fraude, slashed_validators_effective_balance dividido por 512.

As penalidades menores cobram faltas do dia a dia: perder o voto de destino ou de origem remove o valor que teria sido pago por aquele voto; perder o voto de cabeça não tem penalidade, assim como o atraso, que simplesmente deixa de ser recompensado, e falhar em propor um bloco também não é punido. Em cada época, o protocolo tira de quem não cumpriu o que a rede precisava.

Slashing é o caso grave, a expulsão forçada de um validador e a queima associada do seu stake. Os três comportamentos slasháveis são propor e assinar dois blocos diferentes no mesmo slot, atestar um bloco que "cerca" outro, alterando a história, e votar duplamente para o mesmo bloco. São ações difíceis de ocorrer por acidente e indicam má-fé. Para um validador de 32 ETH, 0,0078125 ETH é queimado imediatamente, em proporção linear ao saldo ativo, e começa um período de saída de 36 dias, durante o qual o stake vai drenando. No 18º dia aplica-se a penalidade de correlação, cujo tamanho cresce com o stake total dos validadores slashed nos 36 dias anteriores. Um evento isolado queima uma parte pequena; em massa, o corte pode consumir todo o stake.

Se a camada de consenso passar mais de quatro épocas sem finalizar, entra em vigor o inactivity leak, protocolo de emergência que sangra o stake dos validadores inativos até que eles controlem menos de um terço do total, permitindo aos validadores ativos finalizar a cadeia. Esse cenário ocorreu na testnet Medalla. A combinação de prêmios, punições e slashing premia a honestidade e, ao mesmo tempo, incentiva a distribuição dos validadores entre vários clientes, desincentivando o domínio de um único software.

Fonte: ethereum.org

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