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OFAC sanciona a rede A7 como organização criminosa transnacional e mira stablecoin em rublo

Em 1º de outubro, o Tesouro dos EUA designou a A7 Network como TCO na Operation Economic Outcast; a FinCEN propôs banir transferências com subagentes e o token A7A5, lastreado em rublo, fica bloqueado.

Atualizada em 01/10/2026, 17:32

O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou em 1º de outubro de 2026 ações combinadas contra a A7 Network, descrita como rede de shadow banking com laços à Rússia e usada pelo Irã para evadir sanções.

A Office of Foreign Assets Control (OFAC) designou a A7 como organização criminosa transnacional significativa (TCO) no âmbito da Operation Economic Outcast. Como efeito, bens e interesses da rede sob jurisdição dos EUA ou controle de pessoas americanas ficam bloqueados, e transações com esses ativos são, em regra, proibidas.

No mesmo dia, a Financial Crimes Enforcement Network (FinCEN) propôs regra para proibir transmissões de fundos envolvendo subagentes da A7 e emitiu alerta com indicadores de atividade suspeita. A FinCEN estima que os subagentes processaram mais de US$ 17 bilhões entre janeiro de 2025 e junho de 2026.

Segundo o Tesouro, a própria A7 alegava, em janeiro de 2026, processar mais de 2 mil transações por dia e volume acumulado superior a 7,5 trilhões de rublos (cerca de US$ 91,5 bilhões). A rede é liderada por Ilan Mironovich Shor e usa empresas-subagente, documentos comerciais falsificados e VPNs sob medida.

No lado cripto, o Tesouro identifica o token A7A5 — lastreado em rublo, emitido pela Old Vector LLC (já sancionada em 14 de agosto de 2025) — como propriedade bloqueada, criado para liquidação internacional fora do sistema correspondente tradicional. A A7 também é ligada à exchange iraniana Nobitex e a fluxos relacionados a hacks norte-coreanos.

Fonte: home.treasury.gov

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