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Reflect lança Create para cunhar stablecoin com rendimento em uma transação

Ferramenta na Solana emite token com marca própria a partir de colateral aprovado em menos de um minuto, com o criador definindo quanto dos juros fica com ele; o anúncio não nomeia emissor legal de cada token.

A Reflect anunciou em 22 de outubro de 2026 o Create, ferramenta que emite um stablecoin com marca própria na Solana em uma única transação, processo descrito pela empresa e promovido pela conta oficial da rede como levando menos de um minuto. A transação cria o mint, anexa os metadados, transfere a autoridade de cunha para o programa e registra a integração; o criador escolhe um ativo aprovado ou uma cesta de ativos como colateral.

O colateral precisa ser de transferência livre, sem restrições fixas de transferência nem requisitos de elegibilidade de investidor, e passa por três revisões antes de entrar na lista: classificação do ativo, considerando liquidez e confiabilidade do emissor; segurança econômica, com simulações e testes retroativos; e revisão de código. Offside Labs e Adevar Labs são os auditores citados para o código do Reflect Core, do roteamento de rendimento e do programa de marca própria; a página não nomeia o terceiro revisor econômico nem quem aprova o conjunto de colaterais.

Os juros vêm do colateral e o criador define a divisão entre si e os detentores, com a taxa variando conforme o retorno do ativo. Numa ilustração da própria empresa, com colateral rendendo 5% e o criador ficando com um quinto dos juros, o detentor receberia 4% e o criador embolsaria US$ 100 mil por ano sobre US$ 10 milhões emitidos; a empresa rotula os números como exemplo, não como projeção. A estrutura Protect da Reflect não tem pool de seguro: capital júnior absorve perdas antes do capital sênior, limitado ao capital disponível abaixo dele.

O que já vale: a ferramenta está no ar, com colateral de lista revisada, regras de elegibilidade publicadas e auditores de código identificados. O que ainda não está resolvido: a classificação regulatória de cada token emitido, que a documentação deixa para cada aplicação e seu jurídico.

Ressalvas: o anúncio não nomeia um emissor legal para cada token nem quem assina cada revisão de colateral; a lista de colaterais elegíveis e o revisor econômico não são identificados; segundo o próprio material de risco, o resgate depende da capacidade de saída das praças que guardam as reservas, que pode ficar mais lenta ou mais cara em estresse; não há usuários, volume ou prazo de adoção divulgados.

Fonte: crypto.news

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