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ZachXBT liga mais de 87% dos fluxos da FreedomXMR na Hyperliquid a fundos ilícitos

Investigador atribui ao serviço de lavagem na Hyperliquid Core mais de US$ 20 milhões em entradas ligadas a ransomware, exploits, malware e engenharia social, com liquidez de Monero obtida via KuCoin.

O investigador ZachXBT publicou em 20 de outubro uma investigação que identifica a FreedomXMR, também conhecida como FXMR, como um serviço centralizado de lavagem surgido na Hyperliquid Core em agosto de 2026. Segundo ele, mais de 87% do volume de entradas do serviço está ligado diretamente a atividade ilícita, com mais de US$ 20 milhões rastreados até fontes de crime cibernético.

A análise cobriu transações históricas de entrada acima de US$ 10 mil cada. Os casos identificados incluem incidentes de setembro de 2026 envolvendo a DCENT Wallet, a Fetch.ai e a Axelar, um pagamento de ransomware não nomeado do mesmo mês e fundos de um exploit de outubro na plataforma de apostas Gamdom. A marca de US$ 20 milhões representa o valor rastreado até incidentes identificados entre transações acima do limiar de US$ 10 mil; a publicação não estabelece o volume total de transações do serviço nem documenta de modo independente cada atribuição de origem.

ZachXBT apontou 0x51687f549b9a4607e8e6f7714a0b986c0dbcdef2 como a carteira quente da FXMR e listou três outros endereços controlados pelos administradores. Segundo a investigação, o administrador obteve liquidez de Monero (XMR) pela KuCoin, com mais de 3.000 depósitos na corretora a partir de endereços associados, e o serviço opera um esquema de troca semelhante ao de outra ferramenta citada, a Wagyu. O texto observa que as transferências não provam participação consciente da KuCoin em lavagem e que a conversão em Monero dificulta o rastreamento posterior, sem constituir, por si, prova de conduta criminal.

O serviço teria obtido o ticker FXMR em leilão da Hyperliquid em 27 de julho, pagando 518,28 HYPE — cerca de US$ 28 mil na época. A documentação da HIP-1 do protocolo confirma que a implantação de tokens usa leilão holandês, sem autorização de um comitê de listagem, e os anúncios oficiais do protocolo informam que ativos spot criados por usuários não têm endosso da equipe de desenvolvimento. ZachXBT compara a FXMR com a b1exch, outro serviço de lavagem centralizado que, segundo ele, já rodou na Hyperliquid Core.

O investigador disse ter compartilhado com a equipe da Hyperliquid uma planilha com dados de blockchain que sustentam as conclusões. A publicação não registra, até o momento, nenhuma ação de aplicação da lei, restrição de conta ou resposta formal do protocolo.

Fonte: crypto.news

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